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O
prefeito de Pecus City é um velho muito simpático e risonho. Tem
um filho que é a sua esperança. É daqueles pais que projetam no
filho as suas desilusões.
O
filho é uma rapaz
muito sensível, adora arte.
Um
profeta sempre ronda a cidade. É uma figura estranha. Por vezes,
compara a cidade à antiga cidade de Pompéia, na Itália, que no
seu apogeu econômico e político, foi devastada pelo Vesúvio.
Véspera
da eleição. O prefeito já não pode se candidatar, pois já é
o seu segundo mandato.
O
seu apoio político vai para o filho, que meio a contra gosto,
segue sua campanha.
Pela
primeira vez um candidato se opõe à candidatura do filho do
prefeito. Ele é um líder operário que consegue motivar o povo
com seus argumentos diretos e brechtianos.
A
prostituta Mara Bokete é um dos elos da história. Ela já
desvirginou a metade da cidade, inclusive o prefeito.
Uma
série de mortes ronda a cidade. O Prefeito atribui estas mortes
ao candidato povão.
Um
índio misterioso chega a cidade. É um caçador de recompensas.
Em suas investigações, acaba conhecendo mais de perto o filho do
prefeito.
O
profeta anuncia uma mensagem enigmática, dando a entender que o
culpado tem cara de vítima, e a vítima tem cara de culpado.
Há
um duelo entre o filho do prefeito e o candidato popular. Quem
ganha a eleição é o filho do prefeito.
Da
multidão, sai o profeta com a sua última profecia. Relata como a
cidade acabou, com uma grande explosão vinda do céu. Diz que a
verdadeira democracia naquela cidade sempre foi instituída na
Casa da Perdição.
Profeta
descreve sua própria morte, com orgulho de ter morrido sem ter se
juntado à escória da cidade. |